quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Becos e janelas & Outros

Pela janela a lua entrava,

Esparramava-se sobre corpos nus,

Deixando perfume de luar sobre eles...


Pela janela a lua espiava,

E lá com seus botões se perguntava

De que espécie de sonho é feito o amor.


Pela janela, a lua se enamorava

E não se cansava de lamber de luz

Os corpos nus dos dois amantes.


A lua, pela janela adivinhava,

Lá com seus botões, que em algum lugar,

Entre o céu e o infinito,

Uma estrela nascia, em grande explosão.


Pela janela, a lua que tudo sabia, nada dizia,

Nada tocava, tudo banhava de luz...





Onze

onze mil beijos em
onze mil flores
onze mil pássaros de
onze mil cores
onze mil corações,
onze mil orações
só para você,
onze mil amores...



(Sem Título)

Meu corpo sonhando teu corpo

Rola chorando no ninho

Se abraça, se beija, se consola

Fazendo amor sozinho.







(Sem título)

Quem pode calar o tempo

quando seu canto, fingido acalanto,

vem marcando tudo

com seu sopro frio,

sulcando, dobrando, escrevendo

com dedos de cinzel,

caras e almas?




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