segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Super Nova

Nunca pensei que as noites pudessem ser tão frias, que as horas sem você pudessem ser tão longas.
(Meu coração é uma super-nova, há dois mil anos-luz de qualquer lugar.)
Nunca pensei que os dias pudessem ser tão vazios, que os minutos sem você escorressem na velocidade de uma calda fria.
(Meu coração é uma falha no deserto, perdido na imensidão do Saara.)
Jamais pensei, jamais sonhei que a solidão fosse tão doce, entorpecente, bebida forte, devagar me levando pro abismo onde morrem todos os amores.
(Meu coração é uma flor selvagem, orquídea fúcsia, emaranhada em plena selva, onde pés humanos nunca tocaram.)
Não, nunca ousei amar assim e mesmo assim amei.
(Meu coração é um estrangeiro, expulso do paraíso, um náufrago em ilha distante.
Meu coração que não é mais meu, nem mora mais em mim, é um buraco negro, no meio do universo, perigosa e densa escuridão...)

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