quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acalmia

Em meus braços, laços lassos,
Repousas tranqüilo e inocente.
Num só abraço, num só beijo
Descansamos o amor.

Cada fibra, cada célula
Ainda vibra, impune,
Como se o gozo não fosse só o instante
Mas eterno presente.

E essa hora de acalmia
Em que te repousas no meu repouso,
Dormes no meu sono,
Sonhando com sonhos meus,

É o instante perene
Em que nossos corpos, solenes,
aguardam um no outro
que se refaça a paixão.

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