quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Versos tolos


É tarde, madrugada alta e escura.
Por entre as nuvens no céu adivinho a lua
Que em vão tento trazer à terra
Para cobrir de luz tua pele nua.

Da fragilidade do instante
À eternidade de um único momento
A esperança do renascimento
No suspirar profundo do amante.

Guardar-te em meu seio procuro
Como quem tenta obscurecer a luz
Como um cego num deserto errante
Aperta contra o peito, o terço e a cruz.

Versos de amor são só lágrimas doces
Que saltam do coração ao papel.
São carneirinhos no campo em disparada
São gotas de orvalho sob o céu.

Ser dona do tempo não posso
Nem de tua alma quero me apossar.
Rabisquei versos tolos num lamento, amor
Na febre da vontade de te amar.

2 comentários:

  1. Versos de amor nunca serão tolos.
    Belíssimo poema.

    Versos de amor, são lágrimas doces, muito lindo isso.

    Parabéns.

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  2. O tolo é um amante sempre contente e tranqüilo. Tem tão robusta confiança nos seus predicados, que antes de ter provas, já mostra a certeza de ser amado. E assim deve ser.
    ADOREIIIIIIIII...VERSOS TOLOS!

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